
12/04/2013
Universidade de Aveiro desenvolve reator que poupa energia
Investigadores da Universidade de Aveiro desenvolveram um reator de aquecimento óhmico, que vai permitir poupanças de energia na indústria química, agroquímica e farmacêutica.
O reator de aquecimento óhmico para uso em síntese orgânica em meio aquoso foi desenvolvido, em parceria com as Universidade do Porto e do Minho, a pensar nas indústrias que preparam compostos químicos, como as farmacêuticas, agroquímicas ou químicas.
Segundo os investigadores citados no site Notícias ao Minuto, o reator "permite não só obter grandes ganhos com a poupança de energia no processo de fabrico como também evitar o uso de solventes orgânicos, muitos dos quais altamente tóxicos para o meio ambiente, na obtenção do produto final".
O método de aquecimento óhmico é apresentado pela Universidade de Aveiro como "simples, mas altamente eficaz".
O reator óhmico, que já foi patenteado, consiste em duas placas metálicas (elétrodos) pelas quais se faz passar uma corrente elétrica. Os elétrodos "são mergulhados no meio reacional, que contém os componentes químicos" a aquecer para, com isso, promover uma reação química levando à formação de um novo composto.
"Toda a energia elétrica é aplicada diretamente no interior do reator e convertida em energia térmica, transmitindo-lhe o calor rápida e uniformemente", explica Artur Silva, investigador do Departamento de Química da Universidade de Aveiro, responsável pela conceção do reator.
O especialista afirma que não há perdas de calor: "no fundamento do nosso aquecimento óhmico está a passagem de uma corrente elétrica dentro do próprio meio reacional, que funciona como uma resistência elétrica. Assim, não tem de haver passagem de calor de fora para dentro do reator pois ele é gerado internamente".
O reator óhmico utiliza água como meio de transmissão de calor e de acondicionamento dos reagentes, evitando o uso de solventes orgânicos, grande parte deles tóxicos, usados pelos métodos tradicionais para ajudar à síntese de compostos orgânicos.
A água usada como solvente no novo método desenvolvido na Universidade de Aveiro pode ser reaproveitada pelas empresas, uma vez que no final do processo mantém intactas as características iniciais.
EE / Notícias ao Minuto |