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Artigos - Veículos Elétricos a bateria (VE)

Veículos Elétricos a bateria (VE)

Os Veículos Elétricos a bateria consistem essencialmente em veículos equipados com um conjunto de baterias, carregado por energia da rede elétrica a qual é fornecida a um motor elétrico, que transforma a energia elétrica em energia mecânica, movimentando a viatura.

Nesta categoria destacamos os veículos elétricos de curto alcance (neighbourhood electrical vehicles) e os urbanos. A diferença entre eles prende-se com a categoria burocrática a que pertencem e consequentemente o seu enquadramento legal.

Veículos de curto alcance
Falamos dos primeiros quando nos referimos aos carros dos campos de golfe, carros de malas e sinalização nos aeroportos – basicamente têm velocidades de 30 a 40 km/h e só podem ser utilizados em estradas com limites inferiores de velocidade correspondentes.

Em termos empresariais e atendendo à subida dos preços do petróleo, torna-se um excelente investimento apostar nestes veículos para entregas, deslocações dentro de faculdades, parques industriais e empresariais ou mesmo em pequenas zonas.

Veículos urbanos
Os veículos elétricos urbanos atingem velocidades da ordem dos 140 km/h e alguns podem já ser testados nas mesmas plataformas que os veículos convencionais e com os mesmos standards. A sua autonomia ronda os 180 km e ajustam-se assim a deslocações nos centros das cidades mas também a percursos extraurbanos.

Grandes marcas fabricantes de automóveis tem apostado no desenvolvimento de gamas totalmente elétricas, especialmente marcas francesas. Estes novos automóveis, uns com base em plataformas existentes, outros desenvolvidos de raiz representam o primeiro grande esfoço comercial para a introdução deste tipo de veículos no mercado automóvel.

Não há dúvidas relativamente ao benefício do uso deste tipo de carros a nível mundial, já que a redução do ruído e poluição nas cidades a par da poupança em combustíveis fósseis seriam por si só motivos mais que suficientes para fomentar o seu uso. A semelhança das bicicletas de uso citadino (“bugas” em Aveiro, por exemplo) podíamos ter carros elétricos em que se pagaria o seu consumo e permitiria pequenas deslocações à medida das necessidades de cada cidadão e ao chegar ao destino seriam deixados para o próximo utilizador (situação ótima para ir às compras!).

Aconselhamos a consulta do site www.swedetrack.com que transmite uma ideia bastante interessante (e algo ambiciosa) para resolver o problema da autonomia dos veículos elétricos.

Abastecimento
É possivelmente uma das maiores dificuldades tecnológicas, uma vez que não é o mesmo carregar uma bateria do que encher um tanque com combustível, no entanto neste momento existem vários modelos de abastecimento dos veículos elétricos:

Recarga em casa: normalmente será efetuado durante o período noturno, fazendo uma recarga total (6 a 8 horas). Para isto existem equipamentos, carregadores, para a ligação entre a rede elétrica doméstica e a bateria do carro (a ligação direta a uma tomada não reúne condições de segurança). Este equipamento deverá ser adquirido e instalado por um eletricista credenciado.

Recarga na rede pública: Existem já vários pontos de carregamento da rede MOBI.E, em parques de estacionamento público, parques de estacionamento dos centros comerciais, etc. O cartão MOBI.E dará acesso aos postos de abastecimento. O carregamento, simples e seguro, efetua-se através da ligação da ficha do veículo ao ponto de abastecimento. A recarga é sempre um processo mais moroso, existindo no entanto dois mecanismos, o normal (6 a 8 horas) e o rápido (20 a 30 min). O normal é o preferencial e é utilizado no dia-a-dia pela maioria dos utilizadores, em casa ou na rede de acesso público MOBI.E. O rápido foi pensado para automobilistas em deslocações maiores, cuja distância a percorrer seja superior ao raio de alcance das suas baterias, ou para carregamento de conveniência ou emergência.

Aluguer da bateria: neste modelo (implementado pela RENAULT e Nissan), permite, para além dos vários tipos de recarga, o chamado Quickdrop, onde é feita uma troca da bateria sem carga em cerca de 3 minutos por uma bateria totalmente carregada. Esta troca será realizada numa estação de troca de bateria. Estas estações funcionarão por reconhecimento automático do veículo. Uma vez reconhecido o veículo, um robô abrirá o compartimento da bateria e substituirá a bateria vazia, por outra totalmente carregada.

Eficiência e emissões

Os carros elétricos não têm emissões locais de poluentes gasosos, como CO2, CO, NOx, etc., uma vez que a conversão da energia elétrica em mecânica não produz qualquer tipo de emissão. No entanto, dependendo da forma como foi produzida a eletricidade, esta poderá representar mais ou menos emissões poluentes nos locais electroprodutores, caso se trata de produção convencional e não renovável. Neste sentido deverá sempre ser associada uma parcela das emissões globais dependendo da fonte de produção elétrica.

O consumo energético dos veículos elétricos varia entre 0,1 e os 0,3 kWh/km, em quanto um veículo de combustão anda na ordem dos 0,9 kWh/km.

Preços
O preço dos veículos elétricos é talvez a maior desvantagem desta solução de mobilidade e a principal dificuldade para a massificação da mesma. O valor inicial de um veículo elétrico é superior a duas vezes o valor de um carro com motor a combustão interna, mesmo depois de incentivos significativos. Este diferencial deve-se sobre tudo ao custo das baterias.

Em Portugal os valores dos carros elétricos, já com benefícios, situam-se entre os 36000 € e os 20.000 €, dependendo da marca e modelo.

Segurança
Riscos elétricos: os veículos elétricos são desenhados de acordo com a norma ISO 6469 (Electric road vehicles -- Safety specifications), a qual abrange a segurança da bateria, proteções contra falhas e proteção de pessoas contra riscos elétricos.

Riscos de colisão: nos veículos elétricos, como nos veículos de motor de combustão, a segurança em caso de acidente depende do desenho do próprio veículo, variando de modelo para modelo. Uma vez que os veículos elétricos são tipicamente mais pesados que os homólogos de motor de combustão, devido essencialmente às baterias, a distância de travagem e a força dos impactos aumenta. No entanto nos veículos mais pesados o risco de lesões para os ocupantes do mesmo é inferior ao de veículos mais levas, desta forma o peso extra representa benefícios na segurança.

Perigo para os transeuntes: os veículos elétricos são extremadamente silenciosos a velocidades baixas (abaixo dos 30 km/h), mesmo até demais, criando assim riscos inesperados para pessoas com menor atenção ou limitações visuais. No entanto este tipo de risco pode ser minimizado através da limitação do ruido mínimo ou da emissão de sons de aproximação para aviso aos transeuntes, ciclistas e invisuais por forma a identificação da aproximação do veículo e a sua direção.

Durabilidade
Os veículos elétricos têm várias componentes semelhantes aos veículos de motor de combustão interna, distinguindo-se por duas principais: motor e “depósito” de energia. No caso dos motores elétricos este tipo de motor tem uma durabilidade igual ou superior a um motor de combustão, uma vez que tem menos desgaste, menos necessidade de manutenção e lubrificação e esta sujeito normalmente a temperaturas mais baixas. Desta forma é espectável que o motor seja mais fiável e durável.

A componente que é menos durável é a bateria. As baterias têm durações diferentes conforme a tecnologia usada (normalmente íão-lítio ou NiMH), o tipo de utilização e as condições de armazenamento. Os fatores que afetam mais a durabilidade das baterias são as temperaturas extremas, os excessos de carregamento e as descargas completas das baterias.

Valores avançados por vários fabricantes rondam os 150.000 km e uma durabilidade de 5 anos.

Isenções fiscais: Atualmente os veículos elétricos em Portugal tem as seguintes isenções fiscais:

Isenção do ISV e IUC: Os veículos elétricos estão isentos do pagamento quer do ISV - Imposto sobre Veículos quer do IUC - Imposto Único de Circulação (Lei n.º 22-A de 2007).

Deduções fiscais na aquisição para empresas:
A aquisição de veículos elétricos permitirá realizar deduções em sede de IRC. Isenção fiscal em sede de IRC – As despesas com VEs estão isentas da tributação autónoma que se aplica aos veículos de empresa. Esta isenção não se aplica nem no caso de veículos híbridos nem no caso de motores de combustão (Artigo 88.º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas).

Depreciação de VEs para efeitos fiscais: O Código do IRC prevê um aumento da taxa de depreciação permitida para VEs face aos veículos com motores de combustão interna (Artigo 34.º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas e Artigo 1.º da Portaria n.º 467/2010 de 7 de Julho).

Vantagens

  • Redução do ruído
  • Menor consumo comparado ao carros com motor de combustão
  • Eficientes a qualquer velocidade
  • Arranque suave
  • Dispensa embraiagem e caixa de mudanças
  • Custo operacional menor (energético e de manutenção).

Desvantagens

  • Autonomia limitada entre os 90 e 180 Km
  • Recarga demorada da bateria
  • Velocidade limitada (inferior a 150 Km/h)
  • As emissões ficam dependentes do mix energético ,i.e., de que forma é produzida a energia elétrica consumida.


Os modelos
Existem diversos modelos de VE já em comercialização. Veja aqui link
 
Fontes e referências

http://en.wikipedia.org/wiki/Electric_car
http://www.mobie.pt/
 





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Última actualização 11/21/2014